segunda-feira, 27 de julho de 2009

Obstáculos.

Chega uma hora na vida de todo mundo em que escolhas têm que ser feitas. Algumas prioridades colocadas em seus devidos lugares e claro, temos que abrir mão de muitas (boas) coisas , mudar a rotina em que estamos totalmente acostumados, e principalmente, abrir mão de alguns sonhos. Não abrir mão totalmente, como é o meu caso. Mas adiar um pouquinho, guardar o sonho num potinho e na hora certa abri-lo e cultivá-lo devagar, na maneira e horas mais certas.
É assim que eu penso. E posso estar errada, mas no momento é a minha única (e mais plausível) escolha. Ás vezes eu me sinto triste por causa disso, mas penso que no futuro serei recompensada. E sabe, por mais que a minha vida queira tomar rumos diferentes do que eu imaginava, o meu sonho vai estar sempre guardado naquele potinho, esperando pra ser realizado da melhor maneira possível.










"E de qualquer forma, às cegas, às tontas, tenho feito o que acredito, do jeito talvez torto que sei fazer."

terça-feira, 14 de julho de 2009

18 and bored

Amanhã faz uma semana que eu fiz 18 anos. Não que isso seja grande coisa, mas as pessoas ao meu redor querem me fazer pensar que isso é uma grande coisa. Eu estou de férias, e faz quase 2 anos que eu não viajo pra lugar algum, isso é algo bem triste. Talvez por isso eu esteja tão entediada com a vida, e com esse cansaço intenso que parece nunca acabar, mesmo eu não tendo feito nada de útil. Talvez tédio seja a palavra mais adequada pra expressar o que está se passando comigo agora. Eu poderia estar conquistando o mundo, sendo útil pra alguém ou fazendo algo interessante, mas nem o ócio criativo me atinge.
Me falaram pra ler um livro, coisa que eu gosto muito de fazer, mas eu fui a três livrarias, e não havia nada de muito interessante. Procurei pelos clássicos, especificamente por Marquês de Sade, mas estava em falta. Então a unica coisa que eu consigo fazer nesses dias é dormir e assistir filmes. Ontem eu assisti uns 5 filmes de uma vez só, chorei em 2. Os dois que falavam de amor, corações partidos e solidão.
Não que os outros também não falassem disso, mas esses dois especificamente eram lindos.



quinta-feira, 25 de junho de 2009

Porque Clarisse sempre diz as coisas certas?

“Sonhe com aquilo que você quiser, vá para onde você queira ir, seja o que você quer ser. Porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce, dificuldades para fazê-la forte, tristeza para fazê-la humana, e esperança suficiente para fazê-la feliz. As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram, para aqueles que se machucam, para aqueles que buscam e tentam sempre, e para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas. O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado. A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade. A vida não é de se brincar, porque em pleno dia se morre.”

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sossego do coração.

Era tão estranho…porque mesmo sabendo que ia dar tudo certo, porque já deu certo, porque estava dando tudo certo, morria de medo que parasse de dar certo. E mesmo quando estava feliz, muito feliz, sentia uma certa tristeza porque só pensava quão ruim seria perder aquela felicidade. Pois estando sossegada e vazia como antes, pelo menos não tinha nada a perder…E vivia suas pequenas tragédias imaginárias como se fossem reais e ia esfriando, esfriando, se preparando prum tombo que nem sequer havia sido anunciado. E nem conseguia perceber que se eles já não mais passavam mal de tanta paixão é porque a coisa havia mudado: ganhara um equilíbrio qualquer que lhes permitia comer e fazer outras coisas triviais sem que se consumissem pensando no outro com toda aquela febre. Era pra celebrar perder aquele desespero pois continuavam se fazendo companhia com a mesma diversão, falando das coisas mais importantes e evitando mergulhos fora de hora que poderiam terminar em feridas ou naquele esmiuçar insistente dos que se sentem num constante afogamento e precisam se agarrar ao pescoço de alguém pra não afundar sozinho. E era tão estranho esse medo todo que quando corria na praia e o seu coração apertava, pensava logo que era um mau-presságio, uma angústia funda, um aviso ruim, quando na verdade só era preciso diminuir um pouco o ritmo e se lembrar de respirar adequadamente dentro daquela atividade física. E no fundo sabia que sempre daria certo, pro sim ou pro não, sempre seria como deveria no tempo que é próprio, na transformação que é necessária. E que o seu medo não mudaria o destino das coisas, só a fazia querer de maneira estabanada e em estado de pânico, induzindo ao auto-boicote: evitava um abraço quando mais precisava dele, dava um beijo seco quando queria deixar que ele invadisse todo o seu corpo, deixava de escrever as coisas mais bonitas pra não alimentar um possível desinteresse do outro.E ficava jogando sozinha o jogo imbecil dos que temem porque ignoram a tranqüilidade. E ficava triste, desconsoladamente triste quando poderia estar sendo o momento mais pleno da sua vida: ela estava apaixonada pela sua confusão. Era só prestar atenção no outro, na atmosfera, nos gestos.Mas só tinha olhos pro seu medo.Era só ter mais confiança na vida e lembrar das tantas outras vezes que sobreviveu. E que munir-se não a imunizava. E ela só não entendia que isso ainda acontecia porque sempre investia na coisa errada: investia todas as fichas no outro esperando retorno até não sobrar nada pro trabalho mais minucioso: investir no sossego do próprio coração.

Marla de Queiroz